Artigo: Semelhanças e Diferenças nas relações humanas

*Por Eunice Brito

Há algum tempo tenho minha atenção para o olhar no ser humano em lugares públicos como bares, restaurantes, aeroportos e até outros países. Isso me fez perceber a beleza e as semelhanças em pessoas tão distantes, que nem conheço e, ao mesmo tempo, tão iguais no olhar, no andar, no sorriso, no pegar a mão de outra pessoa, nas expressões de alegria, preocupação ou afetividade.

Tenho me prendido a esta observação e percebo que, apesar das diferenças nas perspectivas, somos iguais na busca.

As necessidades universais são as mesmas para todos e se constituem na base do reconhecimento da nossa existência. Ser ouvido, visto e reconhecido são padrões por onde conseguimos nos perceber e receber a informação de que pertencemos a um grupo que nos dá referência.

Ao satisfazer estas necessidades, nos validamos como seres humanos, o que nos dá a sensação e o sentimento de pertencimento e existência.

Aprendemos e adquirimos muitas experiências na arte de conviver e muitas atendem a nossa necessidade de validação humana. Já outras nos proporcionam aprendizados de mecanismos de sobrevivência e defesa.

Algumas experiências nos aproximam da nossa essência Universal, humana e bela. Outras nos dividem em partes que julgam a si mesmo e ao próximo. Isso nos coloca em posições de juízes ou vítimas das circunstâncias da vida, onde nos sentimos, às vezes, poderosos e superiores aos nossos semelhantes ou inferiores, dependentes e pedintes da atenção.

Ainda devido às experiências e aprendizados da vida, às vezes defendemo-nos de reconhecer nossos sentimentos e desenvolvemos posturas duras, insensíveis, parecidas com máquinas que não sentem, apenas processam informações e não reconhecem o humano por trás de comportamentos e manifestações.

Temos, ainda, pessoas que, de alguma forma, se tornam distraídos. Parecem borboletas que voam, estão sempre pulando de um lado para o outro, mas não conseguem criar vínculos e laços de relacionamento com o outro. Isto também é fruto de aprendizado de defesa do contato humano, que protege e busca evitar as possíveis dores na difícil arte de conviver, como diria o poeta Carlos Drumond de Andrade. O indivíduo busca satisfação em coisas externas, um novo relacionamento, objeto de desejo, viagem, etc. Mas a essência é que fica borboleteando como se fosse um pássaro na vida.

Olhar tudo isso e reconhecer a beleza e a busca humana universal de ser feliz e encontrar seu lugar no mundo é realmente desafiador. É um convite para substituir o nosso chapéu de juiz pelo de detetive e buscar a caixa de tesouros que cada ser humano tem dentro de si, que pode ser manifestada através da expressão das suas potencialidades nos relacionamentos pessoal, afetivo e profissional.

Eu comparo este trabalho ao de um arqueólogo que busca na sua escavação encontrar o tesouro perdido de uma civilização, o elo entre a origem de quem somos e o que nos tornamos.

Somos originalmente seres brilhantes, com todos os recursos e potencial para realizar o que necessitamos, semelhantes e diferentes ao mesmo tempo no aprendizado e na forma de manifestar esta individualidade.

A Virginia Satir, terapeuta, pensadora e influenciadora das grandes correntes de desenvolvimento humano da atualidade, dizia que nos encontramos nas semelhanças e crescemos com as diferenças. Esta é uma verdade universal que impulsiona para a renovação de crenças e aprendizados e à aquisição de novas formas de viver em direção a nossa integridade.

*Eunice Brito é Psicóloga, Consultora, Coach, fundadora da Semilla Treinamento Empresarial e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br) no Brasil. Site: www.semilla.com.br

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Artigo: Você sabe lidar com as mudanças (positivas e negativas) da vida?

*Por Ana Guitián Ruiz

Mudanças fazem parte essencial da vida. A natureza tem seu ciclo anual de mudanças com as diferentes estações. Podemos até afirmar: tudo muda, nada permanece igual. Até nosso próprio corpo está sempre em modificação. A matéria que o constitui muda constantemente.

Algumas mudanças têm um impacto significativo em nossas vidas. Há as desejadas, como um casamento, uma nova casa, um novo emprego, um novo companheiro, entrar na faculdade, esperar um filho… Nessas situações, temos uma sensação de ganho e damos as boas vindas, nos sentimos bem, muito embora, às vezes, elas nos apresentem situações difíceis e desafiadoras.

Outras mudanças, porém, não são desejadas nem planejadas, como uma doença, uma separação, a morte de alguém querido ou a perda do emprego. Aí temos uma sensação de perda que pode nos afetar de maneira muito acentuada, nos entristecendo e até deprimindo. Em alguns momentos, nos sentimos sem chão, como se todas as referências que nos davam segurança e direção desaparecessem. Este é um momento delicado que merece nossa atenção.

Virgínia Satir, terapeuta americana e mãe da terapia familiar, desenvolveu um modelo muito interessante e prático, com 6 passos que resumem como o processo de mudança acontece.

1º passo: Segundo Virginia, vivemos em determinado Status Quo, ou seja, uma situação de vida onde trabalhamos em um local, temos ou não uma determinada família, moramos num bairro, levamos a vida de certa maneira.

2º passo: Surge, então, o chamado Novo Elemento, desejado ou indesejado, que chacoalha o Status Quo. Esse Novo Elemento pode ser qualquer uma das mudanças que falamos anteriormente, algo que chega e muda tudo.

3º passo: Essa chacoalhada na vida nos leva ao que Virginia chamou de Caos. O mundo não é mais o mesmo e isso nos leva a uma sensação de incerteza, porque, de fato, não sabemos o que vai acontecer ou para aonde vamos. Pode ser um alívio saber que não enlouquecemos, é apenas uma fase de Caos, que também vai passar. Nas grandes perdas da vida, pode ser o momento de luto, da dor. Muitas vezes, o Caos traz sensações físicas de ansiedade e tensão. É importante saber que isso faz parte da experiência humana para que possamos acolher os novos aprendizados que dela decorrem.

4º passo: O Ciclo de Mudança não termina no Caos. Depois vem o Ponto de Escolha. Esse é um momento interessante, no qual temos a opção de voltar a um padrão anterior ou tomar uma nova direção.

5º passo: Em seguida, vem outra fase importante, a dos Novos Aprendizados e Práticas, ou seja, do nosso comprometimento em adotar hábitos a partir dos novos aprendizados. Aqui cabe ressaltar a importância de nos cercarmos de recursos que nos mantenham no caminho da opção que tivemos. Esses recursos podem ser um terapeuta, um coach ou até amigos, esporte, meditação, cuidado na alimentação…

É fundamental ter em mente que, se não adquirimos novos hábitos na vida, dificilmente a mudança positiva se estabelecerá. Como dizia a citação atribuída a Einstein: “Que loucura é esperar um resultado diferente fazendo a mesma coisa”.

 6º passo: Ao fim desse processo, chegamos a um Novo Status Quo, que certamente será chacoalhado por um Novo Elemento, mais cedo ou mais tarde.

Quando passamos por uma mudança, como uma perda, isso pode ser devastador, pois ficamos debilitados. É bom lembrar que essa é uma fase de Caos, que por mais terrível que seja, vai passar. Mas, mesmo no Caos, podemos fazer algumas escolhas, trazer novas práticas e recursos para nossas vidas, que nos ajudem a atravessar um período delicado, incerto e doloroso.

Um acompanhamento terapêutico, um guia espiritual, uma caminhada na natureza, uma viagem, um amigo, uma massagem. Recursos são tudo o que nos favorece no caminho do nosso fortalecimento e nos energiza.

Entre os afazeres e as urgências da vida, é importante considerar o que realmente é essencial para a manutenção da vida e do entusiasmo, lembrando que, às vezes, pequenas ações promovem grandes resultados.

*Ana Guitián Ruiz é Coach, representante no Brasil do Instituto Virgínia Satir da Alemanha (www.virginiasatir.de) e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br).

 Sobre Ana Guitián Ruiz

 É coach e organiza formações na área no Brasil. Graduou-se em Arquitetura pela FAU USP e, posteriormente, se interessou e aprofundou seus estudos na promoção do desenvolvimento humano. Fez extensos treinamentos em Relações do Self, Estados e Mudança Generativa, com Stephen Gilligan e Robert Dilts, além de outros com Eva Wieprecht na aplicação do Modelo Satir. É uma das representantes do Instituto Virginia Satir da Alemanha no Brasil.

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Artigo: Aprenda a ser feliz e ter disposição para os desafios da vida

*Por Eunice Brito

Vivemos numa era em que muitas pessoas se relacionam de forma virtual ou se isolam, com medo de se entregar ou fazer a troca humana com os outros. Esse modelo “fast” nos afasta de nossa essência e da possibilidade de nos conhecer melhor.

Temos pressa para alcançar nossos objetivos, metas e resultados, incluindo a imagem do ser humano perfeito, que gera autocobrança e exigência nos relacionamentos. Então, pergunto: a que preço nos lançamos na corrida do sucesso, considerando apenas os valores materiais? Como ficamos na relação conosco mesmo e com o outro? Que planeta estamos alimentando para as futuras gerações?

Este artigo é fruto de pesquisas que pensam o ser humano na sua integridade, considerando os aspectos material, espiritual e relacional. Quando falo em espiritual não destaco nenhuma seita ou religião, apenas a dimensão espiritual presente em todos os seres vivos.

Os aprendizados da vida fazem com que nos dividamos para atender as necessidades, os papéis e as funções em que nos colocamos. Estas partes, às vezes, se encontram e conversam entre si, mas em outras convivem dialogando em oposição. Estas dinâmicas nos afastam de quem somos em essência.

O desafio aqui é reunir ou estabelecer o diálogo consciente com todas as partes que coexistem dentro de nós, buscando sentir a paz interior. E, assim trabalhar pela paz nas relações e no todo.

A paz pressupõe a aceitação de todas as sensações, pensamentos e sentimentos pessoais. Tomar consciência de nós mesmos nos leva ao caminho de fazer as escolhas da vida de forma mais consciente, buscando o contato com a integridade e a harmonia interna. Desta forma, somos nossos próprios tomadores de decisões, ao invés de decisões baseadas em padrões aprendidos.

Os padrões aprendidos podem ser interessantes se realmente estiverem alinhados com a nossa integridade e harmonia enquanto pessoas. A integridade e a harmonia de nosso ser têm como ponto de partida a autoestima, a percepção e a consciência que temos de nosso Eu, da essência que mora dentro de nós e que, mesmo com todas as experiências, continua integro em nós.

Algumas teorias denominam esta parte de Self, centro interior, etc. O importante é saber que existe esta Luz que nos impulsiona à vida e nos diz que somos a manifestação da força Universal e, portanto, merecemos Amor.

Quando conseguimos nos conectar com a expressão desta força, sentimos alegria e disposição para enfrentar os desafios da vida. Conseguimos, ainda, responder aos eventos e circunstâncias de forma consciente, ao invés de nos tornar reativos aos fatos e situações. Enfim, tornamo-nos autorresponsáveis por tudo que chega ou acontece na nossa trajetória.

*Eunice Brito é Psicóloga, Consultora, Coach, fundadora da Semilla Treinamento Empresarial e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br) no Brasil. Site: www.semilla.com.br

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Artigo: Você tem expectativas ou intenções para 2017?

*Por Eunice Brito

No início de um novo ciclo da vida, como um novo ano, é comum as pessoas fazerem muitos planos, traçarem metas e planejarem mudanças, baseadas muitas vezes em expectativas.

Em geral, no final do ano, muitas se deparam com uma sensação de frustração, como se o planejado não tivesse tido força e não passasse de um sonho não realizado, atribuindo a responsabilidade do não ocorrido às condições ou a pessoas.

Analisando os fatores de insucesso e sucesso do planejamento de um novo ciclo, me deparo com duas forças presentes: as expectativas e a intenção.

O dicionário traz as seguintes definições:

1- Expectativa: substantivo feminino

Situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência em determinado momento.

Estado da pessoa que espera ou aguarda pela ocorrência de algo provável ou viável; esperança que se baseia em pressupostos ou possibilidades; perspectiva, probabilidade ou possibilidade.

Sinônimos: espera, esperança, perspectiva, possibilidade, probabilidade e promessa

2- Intenção: substantivo feminino

Aquilo que se pretende fazer; propósito, plano, ideia. Aquilo que se procura alcançar, conscientemente ou não; desejo, intento.

Resultado da vontade depois de admitir uma ideia como projeto.

O que está planejado ou se pretende alcançar.

Sinônimos: desígnio, finalidade, intento, propósito,  vontade, alvo, destino, determinação, disposição,  intuito, meta, objetivo, plano, projeto

Pode-se perceber as diferenças dos planos, metas e sonhos que não trazem em si a força da intenção. Enquanto expectativa refere-se a algo dependente do externo, a intenção traz em si o in de interno e ação de movimento.

As expectativas são baseadas em espera de que algo possa acontecer e trazem consigo idealizações e fantasias ancoradas em relações de dependência de condições, pessoas, empresa, governo, onde projeta-se as condições para que tal coisa se realize.

Na expectativa, esperamos que algo aconteça de uma determinada forma e, quando o novo se apresenta no horizonte, algumas pessoas não o reconhece como oportunidade, simplesmente pelo fato de que não é da forma como idealizou no seu pensamento. Esta forma idealizada pode estar ligada a velhos aprendizados, programações e crenças que não foram renovadas dentro de si mesmo.

A expectativa é como uma promessa idealizada que fazemos a nós mesmos, sem o compromisso com o resultado e por isso acarreta frustrações e sensações de menos valia que resvala na nossa autoestima. Exemplo: “No próximo ano eu espero conseguir uma nova posição no trabalho ou neste ano eu espero me casar”.

Se não houver o movimento interno necessário na direção do que queremos, os sonhos não se tornam realidade. É preciso vontade, empenho, dedicação e acreditar que somos capazes de conquistar o que desejamos, porque temos um propósito, uma finalidade evolutiva de crescimento e isso requer determinação e superação de obstáculos. Para Carl Gustav Jung, psicólogo criador da Psicologia Analítica, é como um desígnio, uma força de atração que nos diferencia das massas, nos coloca ao encontro de nossa essência, nos fazendo seres únicos e ao mesmo tempo semelhantes.

A intenção é uma força conectada com o nosso propósito de vida, onde colocamos a energia da vontade a serviço do nosso projeto, seja pessoal ou profissional. Os recursos independem de condições. Imprimimos a energia necessária para sua realização. Existe o compromisso com o resultado e com os valores que guiam a existência humana.

Eu entro em contato com a minha capacidade de realização e, mesmo nas condições adversas, consigo a força necessária para que meu sonho entre em ação. Se as coisas não se apresentam como o traçado imaginado, posso redirecionar a minha ação, sem perder o compromisso com a intenção.

Muitas vezes a manifestação da intenção não é exatamente como imaginamos, mas por sabermos da finalidade e do compromisso evolutivo de vida, podemos reconhecer a oportunidade de mais um passo em direção as nossas reais potencialidades.

Intenção pressupõe desafios, porém, descortina novos elementos a respeito da nossa própria realidade. A própria palavra contém em si ação, movimento que pode transformar obstáculos em oportunidades e, assim, nos impulsionar à criação de novas realidades mais apropriadas, coerentes e sustentáveis à nossa essência.

A intenção é a portadora da boa nova onde o movimento evolutivo acontece. Alguns quando olham para isso o chamam de sorte, mas, para quem se reconhece como uma manifestação da Força Universal, confia no movimento e faz a travessia na linha do tempo confiante do futuro.

*Eunice Brito é Psicóloga, Consultora, Coach, fundadora da Semilla Treinamento Empresarial e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br) no Brasil. Site: www.semilla.com.br

Sobre Eunice F. O. Hilsdorf Brito

É psicóloga, coach e consultora de empresas, com atuação há 30 anos no segmento de desenvolvimento humano. Possui diversas formações nacionais e internacionais, entre elas em Psicologia Analítica Junguiana, Antroposofia, Consultoria Sistêmica, Constelação Familiar e Organizacional, Modelo de Validação Humana da Virginia Satir, Coaching com PNL, Coaching Generativo, Coaching Sistêmico, Coaching Integrativo e Coaching Estrutural.

Coordenou a primeira Formação em Constelação Sistêmica em Florianópolis e a primeira Formação no Brasil no Modelo de Validação Humana – Modelo Virginia Satir. Realiza grupos de Constelações Sistêmicas familiar e organizacional.

Atua em consultório com atendimentos individuais em psicoterapia, coaching e orientação profissional e vocacional. Em empresas desenvolve projetos de team building, desenvolvimento de liderança, sucessão e processos de mudança.

Seu propósito é trabalhar pela ampliação de consciência de pessoas, grupos e organizações.

Site: www.semilla.com.br

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Curso com técnicas criadas por ícone do desenvolvimento humano chega ao Brasil

Em 2017, São Paulo sediará a 3ª Turma do curso “Formação de Validação Humana Virginia Satir”. O evento, organizado pelo Grupo Semilla Treinamento Empresarial, será realizado no ano que vem em módulos que vão de fevereiro a junho.

Virginia Satir (1916–1989) foi uma terapeuta reconhecida internacionalmente e pioneira na constituição do pensamento sistêmico, no trabalho terapêutico e nos segmentos Terapia familiar, Constelação Familiar, PNL, Comunicação Não Violenta, Mediação de Conflitos, entre outros.

Ainda hoje seu modelo de validação humana é praticado e disseminado pelo Int. Virginia Satir Institute of Germany Ltda, na Alemanha, afiliado do The Virginia Satir Global Network, nos EUA. No Brasil, o representante é o Grupo Semilla Empresarial, composto por Eunice Brito, Ana Guitián e Maria Emilia Oliveira.

O curso apresenta dois níveis: Practitioner e Master Practitioner. O primeiro se destina a profissionais de suporte humano, como psicoterapeutas, terapeutas, consteladores, coaches e todos os especialistas que necessitam de habilidades de comunicação em seus trabalhos, pessoas interessadas em desenvolvimento pessoal e autoconhecimento além de Recursos Humanos e líderes em organizações. São dois módulos com duração de seis dias cada.

Já o Master Practitioner é composto por dois módulos de seis dias cada. Ao fim do programa completo, o participante recebe o certificado reconhecido e validado pela IAGC – International Association for Generative Change.

“A partir de ferramentas simples e profundas, o Modelo Satir trabalha pela autoliderança e por uma comunicação e relacionamento pacíficos consigo mesmo, com o outro e com o todo. O objetivo é facilitar a congruência, promover a auto-responsabilidade, incentivar as pessoas a fazerem suas próprias escolhas de forma consciente e facilitar a autoestima”, explica Eunice Brito, do Grupo Semilla Empresarial.

As inscrições para a próxima turma do programa já estão abertas e o primeiro módulo começa em fevereiro. O curso, ministrado pela professora Eva Wieprecht, diretora do Instituto Virginia Satir da Alemanha é dado em inglês, com tradução para o português.

Confira as datas:
1º Módulo Practitioner – 21 a 26/2/2017
2º Módulo Practitioner – 28/3 a 02/4/2017
2º Módulo Master Practitioner – 13 a 18/6/2017

Local: São Paulo- SP

Para obter mais informações e garantir sua inscrição, acesse: www.virginiasatir.com.br

Artigo: 5 passos para uma comunicação clara nos relacionamentos

*Por Maria Emilia M. Oliveira

Como podemos nos comunicar de uma forma amorosa, direta e confiável? Como criar um contexto seguro para dar e receber informações de maneira congruente?

Com base no principio de que as pessoas têm valor e o que elas falam também tem valor, Virginia Satir, grande mestra e terapeuta da década de 1960, criou um processo para ajudar todos a se sentirem mais conectados, confiantes, confiáveis e próximos ao se relacionarem. Essencialmente, é um processo de construção da autoestima.

Ajuda diretamente os grupos a melhorar sua comunicação e a sua validação.  Assim, os membros do grupo experimentam o seu envolvimento interna e externamente, mudando sua temperatura com eles e entre eles. Esse processo chama-se Leitura de Temperatura.

Seu procedimento é simples e pode ser útil para casais, ou grupos, seja familiar, de empresa, em um curso ou em uma escola.

Surgiu da necessidade de clarear e desintoxicar situações problemáticas, observando como os membros de um grupo se sentam para compartilhar seu tempo juntos.

A Leitura de Temperatura dá a todos uma oportunidade de ter voz quanto a sua satisfação e insatisfação em um contexto leve e de responsabilidade mútua.

Recomenda-se fazer a Leitura de Temperatura por meia hora a cada dia, para que os assuntos chaves emerjam e para que todos se acostumem com o processo.

E quais são os passos da Leitura de Temperatura?

1) Apreciação e Entusiasmo

Ao iniciar uma conversa ou uma reunião de grupo, abrimos com uma rodada de apreciações, partindo de uma frase simples: “Eu quero compartilhar o meu apreço por…”. Elogiar é o primeiro passo, pequenas mensagens de amor, relato de algo que aconteceu e que nos tocou. Conectados com o coração, ultrapassamos nossos medos e a vergonha de nos expor. E, assim, encontramos o que é bonito e forte em cada um, deixando o amor disponível para todos.

Somos pessoas de muitos lados, muitas faces, muitas vozes. Virginia Satir dizia “quero que você fique entusiasmado com a pessoa que você é. Apaixone-se por si mesmo”.  E completava: “a minha esperança é que possamos criar realidades lindas e curativas. Toda pessoa é um milagre. E acredito que reconhecer uma competência é sempre saudável”.

Segundo Eva Wieprecht, professora da Formação no modelo Satir de Validação Humana, há uma escola que usa as apreciações como um ritual diário e o desempenho melhorou muito.

2) Novas informações

Este passo é o momento de compartilhar qualquer informação que for relevante para o grupo ou para a pessoa.  Por exemplo: horário de inicio e fim dos trabalhos; previsão de intervalos; onde ficam os banheiros; restaurantes mais próximos.  Ou: “vou chegar mais tarde após o jantar”; “vou sair mais cedo esta manhã”; ”por favor, chame o técnico para o conserto da máquina; vou ficar com os amigos”; etc. Informações são bem apreciadas quando divididas.

3) Preocupações e ansiedades

Muitas vezes, para não parecermos inadequados, não falamos das nossas preocupações e elas se transformam num monstro que ninguém sabe o que é.

Questões que clareiam problemas começam por “quando”, “o que”, “como”, e “onde”. Por exemplo: “Quando você saiu ontem parecia chateado. Você está bem agora?”.

4) Reclamações com recomendações                        

Quem colocar um problema ou fazer uma reclamação deve fazê-lo sugerindo possíveis soluções ou recomendações. Assim, eu me torno a serviço da construção da equipe.

Por exemplo: “Eu fico ressentido quando você não me responde ao celular”. “Eu agradeço se você verificar mais vezes se ele está ligado”.

5) Esperanças e desejos

Neste passo, as pessoas são convidadas a compartilhar suas esperanças na vida e, muitas vezes, só o fato de expressá-las já é uma grande ajuda para cada um.

Por exemplo: “Espero que possamos estar mais tempo juntos neste final de semana”.  “Eu lidero o processo e vocês lideram o conteúdo”.

A intenção de Virginia Satir sempre foi ajudar as pessoas a terem mais responsabilidades pelas suas próprias preocupações internas e reclamações, através deste processo simples de compartilhamento e retificação e, assim, serem suportes uns para os outros.

Ela verdadeiramente encorajava as pessoas a responder ao outro e comunicar-se de uma maneira congruente. Afinal, para Virginia Satir, “as pessoas têm valor e o que elas falam também tem valor”.

*Maria Emilia M. Oliveira é especialista em Psicologia Transpessoal e Constelação Familiar Sistêmica. Também faz parte do grupo da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br).

Atendimento à imprensa:

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Artigo: Fortaleça sua relevância sem sacrificar a autoestima

*Por Ana Guitián Ruiz

Há muitos significados para autoestima, alguns até pejorativos. Muitas vezes, alguém se refere à outra pessoa com grande autoestima como “metida”. Entretanto, há um consenso da importância de se ter uma sensação da nossa própria relevância e autovalorização.

Para Virginia Satir, mãe da terapia familiar e expoente da psicologia humanista, nutrir e desenvolver a autoestima são fundamentais. Para ela, cada pessoa é uma manifestação da força vital, que recebeu o presente maravilhoso de um Espírito Interno que ela chama de Self. Este é um ponto muito importante, pois tudo converge no sentido de reconectar a pessoa ao Self, ao espírito interno e à força vital. É quando estamos conectados a esses elementos que nosso senso de autovalor se amplia.

Ao longo da vida, especialmente no convívio com a nossa tríade de origem – pai e mãe ou quem quer que tenha nos acolhido e acompanhado na infância e adolescência -, verificamos que dentro de nós vão ocorrendo movimentos que nos afastam desse estado de centramento e autovalor. Como pequenos seres curiosos, observamos tudo e aprendemos, sugando como esponjas, todas as informações. Paralelamente, estabelecemos um modelo interno de como vamos funcionar, muitas vezes durante o resto de nossas vidas.

Posso ter recebido muitas informações, verbalizadas ou não, explícitas ou implícitas. Posso ter aprendido que só trabalhando duro é possível alcançar tudo o que quero ou que não importa o que faça, nunca serei bom o suficiente. Que é perigoso expressar o que sinto e quero, ou, ainda, que não devo expressar nada.  Para atingir o que desejo, devo usar sempre minha raiva com violência. Essas podem ter sido mensagens gravadas tão profundamente que as levo comigo onde estiver: nos meus relacionamentos, ambiente profissional, na minha vida pessoal, etc.

O importante aqui é entender que tudo isso são apenas aprendizados e que, provavelmente, nos foram muitos úteis. Talvez a melhor maneira e os únicos recursos disponíveis para que conseguíssemos chegar até o dia de hoje. No entanto, isso pode nos ter custado um preço muito alto. Fizemos sacrifícios, nos distanciamos daquela força vital, do nosso Self, sacrificamos a nossa autoestima.

Na aplicação de qualquer ferramenta do modelo Satir, temos então um convite: dar um passo para trás e, de certa distância, observar e tomar consciência desses aprendizados. Ao tomar conhecimento disso, podemos optar e agir de uma maneira diferente. Considero esse aprendizado que tive muito útil naquela época, mas agora não mais.

Hoje, agradeço e digo “muito obrigada, mas agora você não me serve mais, vou mandá-lo para o Museu da História de minha vida”. Nesse momento, abro espaço e renovo meus aprendizados. Faço um upgrade com versões mais sintonizadas com meu sentido de Self e que valorizam e nutram minha autoestima.

Posso dizer, por exemplo, que “só trabalhando duro consigo o que quero” foi muito importante para mim. Entretanto, traz um sentido de peso que me distancia de viver com prazer, aumenta meus níveis de estresse e prejudica meus relacionamentos. Por isso, eu posso optar por substituí-lo por outro: “posso relaxar e trabalhar duro quando necessário”.

E, a partir deste novo entendimento, procuro fazer um compromisso com novas práticas e busco recursos que me fortaleçam e deem suporte ao longo do meu caminho futuro.

Esse é um processo de valorização do Self e desenvolvimento da autoestima. Pode parecer simples, mas é profundo e poderoso.

*Ana Guitián Ruiz é Coach, representante no Brasil do Instituto Virgínia Satir da Alemanha (www.virginiasatir.de) e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br).

Sobre Ana Guitián Ruiz

É coach e organiza formações na área no Brasil. Graduou-se em Arquitetura pela FAU USP e, posteriormente, se interessou e aprofundou seus estudos na promoção do desenvolvimento humano. Fez extensos treinamentos em Relações do Self, Estados e Mudança Generativa, com Stephen Gilligan e Robert Dilts, além de outros com Eva Wieprecht na aplicação do Modelo Satir. É uma das representantes do Instituto Virginia Satir da Alemanha no Brasil.

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Os 3 nascimentos e nossos aprendizados ao longo da vida

Por Eunice Brito*

Como seres humanos, temos uma busca essencial e intrínseca de completude e felicidade, que nos impulsiona e movimenta na vida para o reencontro do nosso tesouro interior.

Nesta busca, o grande desafio é nos tornarmos plenamente humanos, fazendo escolhas e capazes de nos tornar totalmente responsáveis por nossa vida.

Segundo Virginia Satir, uma grande pensadora e terapeuta, que influenciou muitas das correntes de autodesenvolvimento da atualidade, o ser humano tem a possibilidade de ter três nascimentos ao longo da mesma vida.

O primeiro é o momento da concepção, no qual a força da vida, na sua exuberância, manifesta-se e nos tornamos um potencial a se desenvolver. Estamos em processo do vir à luz e deixar brilhar aquilo que, em essência, somos. É o ciclo da semente, que tem o registro da árvore como um todo, mas ainda não saiu de dentro da terra.

O segundo nascimento é quando nascemos do ventre de nossa mãe e temos a primeira experiência do lado de fora do útero. Iniciamos uma trajetória na Terra para encontrar e reencontrar pessoas, aprender, crescer e evoluir.

Temos uma parte que, ao longo dos nossos aprendizados, se mantém integra e imaculada, que nos lembra em diversos momentos que somos um milagre da força vital e que existem recursos para expressar esta natureza. É a nossa voz interior, o nosso Self.

Na jornada de aprendizado que realizamos a partir desta entrada no mundo relacional, muitas coisas acontecem que nos aproximam ou distanciam desta essência.

O grande desafio da evolução nesta dimensão é nos aproximarmos desta essência e nos tornarmos mais plenamente humanos, fazendo escolhas e respondendo às circunstâncias e aos eventos, ao invés de reagirmos a estes. Sendo responsáveis pela vida que recebemos.

O filósofo francês Jean-Paul Sartre escreveu: “Não importa o que fizeram a você, importa o que você faz do que fizeram a você”.
Não podemos alterar o passado, mas conseguimos mudar os efeitos do mesmo sobre nós. Fazer o presente de acordo com as nossas escolhas e desenhar o futuro desejado.

Ao escolhermos ser responsáveis pelas próprias escolhas, temos o marco do terceiro nascimento.

Aprendemos com nossos pais, os primeiros seres humanos que servem de modelo para nossa caminhada na Terra. Muitas coisas que descobrimos com eles são frutos de suas experiências e padrões familiares, que podem ser inclusive disfuncionais.
Portanto, podem ser ressignificados, gerando novos aprendizados que facilitem a expressão real das nossas potencialidades e do brilho interior. Isto é tornar-se plenamente humano, é ser uma pessoa na íntegra. Quando fazemos isso, contribuímos também na espiral de crescimento sistêmico familiar.

É poder viver a experiência de harmonia com corpo, mente, sentimentos, alma e espírito, refletida nas ações de interação consigo e com o outro. A essa experiência damos o nome de congruência, individuação, evolução, etc. Não importa o nome dado, o significado maior é que temos escolhas de buscar a expressão plena de nosso espírito, do nosso Self, ou seja, daquela dimensão dentro de nós que é a manifestação da Força vital.

Neste modelo, afirmamos que os pais são os instrumentos ativadores da vida neste plano, porque a vida em essência já existe. Ela pertence à dimensão da Força Universal e, como tal, se manifesta em múltiplas e variadas formas.

Com os pais, vivemos a experiência de aprendizado nas dimensões do pensar, sentir e fazer, mas temos a capacidade de aprendermos coisas novas e nos transformamos em quem queremos ser, e não apenas em quem devemos ser. Aceitá-los como pessoas que também estão em evolução é um passo na direção da inteireza do ser.

A formatação do que devemos pensar, sentir e fazer é útil para que possamos ter a sensação de pertencimento ao clã, mas também gera a manutenção de padrões familiares, muitas vezes disfuncionais, fidelidades que muitas vezes nos impede de manifestar aquilo que realmente somos.

O processo de discriminação entre o que aprendemos e o que somos possibilita compreendermos e aceitarmos a história, os eventos e os atores envolvidos, de uma forma onde assumimos o protagonismo da nossa vida. É uma jornada de descoberta em direção à estrela que somos em essência.

*Eunice Brito é Psicóloga, Consultora, Coach, fundadora da Semilla Treinamento Empresarial e uma das organizadoras da Formação no Modelo de Validação Humana Virginia Satir (www.virginiasatir.com.br) no Brasil. Site: www.semilla.com.br

Sobre Eunice F. O. Hilsdorf Brito

É psicóloga, coach e consultora de empresas, com atuação há 30 anos no segmento de desenvolvimento humano. Possui diversas formações nacionais e internacionais, entre elas em Psicologia Analítica Junguiana, Antroposofia, Consultoria Sistêmica, Constelação Familiar e Organizacional, Modelo de Validação Humana da Virginia Satir, Coaching com PNL, Coaching Generativo, Coaching Sistêmico, Coaching Integrativo e Coaching Estrutural.

Coordenou a primeira Formação em Constelação Sistêmica em Florianópolis e a primeira Formação no Brasil no Modelo de Validação Humana – Modelo Virginia Satir. Realiza grupos de Constelações Sistêmicas familiar e organizacional.
Atua em consultório com atendimentos individuais em psicoterapia, coaching e orientação profissional e vocacional. Em empresas desenvolve projetos de team building, desenvolvimento de liderança, sucessão e processos de mudança.
Seu propósito é trabalhar pela ampliação de consciência de pessoas, grupos e organizações.

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